Já era esperado o desafio que a seleção marroquina imporia ao Brasil, apostando em linhas de marcação bem encaixadas e deixando, propositalmente, mais espaço às costas de sua defesa. Além disso, a Seleção Brasileira se mostrou inicialmente ansiosa, com um meio-campo deixando a desejar na articulação.
Primeiro Tempo
O Marrocos começou pressionando bem a saída de bola brasileira e finalizando rápido, exigindo boas respostas da defesa. Ainda assim, a primeira etapa foi de amplo domínio marroquino.
O gol adversário nasceu de um erro de comunicação entre Roger Ibañez e Lucas Paquetá, permitindo que a bola sobrasse nos pés de Mazraoui. O lateral não perdeu tempo e acionou Brahim Díaz, Casemiro, em desvantagem numérica no meio-campo, não conseguiu interceptar. Díaz lançou para Ismael Saibari, que venceu os zagueiros na corrida e encobriu o goleiro Alisson na entrada da área para abrir o placar.
Depois de ouvir gritos de “olé” da torcida marroquina, o Brasil foi obrigado a reagir. A resposta veio em uma leitura inteligente de Bruno Guimarães, que atraiu três marcadores e fez o lançamento para Vini Jr. O atacante cortou para o meio e, com um chute que alcançou incríveis 104 km/h, acertou o ângulo esquerdo superior do goleiro Bounou para deixar tudo igual.
Ainda antes do intervalo, a Seleção teve a chance de virar com Paquetá. Ele tentou um voleio à la Richarlison contra a Sérvia na Copa de 2022, mas a bola pegou na canela, e Bounou conseguiu espalmar para fora.
Segundo Tempo
A Seleção Brasileira voltou do intervalo com duas substituições: Fabinho no lugar de Ibañez e Danilo na vaga de Casemiro. Ambos os substituídos haviam recebido cartão amarelo na reta final da primeira etapa, e Casemiro, em especial, vinha deixando a desejar em sua velocidade de reação e recomposição tática.
A partir das modificações, o Brasil passou a ocupar melhor o campo adversário, retendo mais a posse de bola e criando boas chances. A esperança da virada começava a crescer, mas Yassine Bounou manteve o gol trancado, fazendo grande defesa inclusive em uma finalização perigosa de Raphinha.
A pausa para hidratação na metade do segundo tempo foi o respiro que o Marrocos precisava para se reorganizar. O controle conquistado pelos Canarinhos logo voltou a ser duramente disputado com os Leões do Atlas. Ao apito final, os números mostraram muito equilíbrio: 12 finalizações brasileiras contra 14 marroquinas. Com apenas uma bola na rede para cada lado, a partida terminou empatada em 1 a 1.
O resultado, no entanto, não é de todo ruim para o Brasil. O Marrocos era apontado como o adversário mais difícil desta fase de grupos e, apesar das dificuldades, a Seleção empatou o duelo em que, teoricamente, havia mais margem para tropeços. A obrigação agora é se impor diante do Haiti e da Escócia para garantir a classificação rumo ao mata-mata o mais breve possível.
Agenda de próximos jogos do Brasil
Brasil x Haiti: 19 de junho, às 21h30 (horário de Brasília).
Marrocos x Escócia: 19 de junho, às 19h (horário de Brasília).

