Três gols em 15 minutos e depois as canarinhas só administraram o resultado.
Por: Yasmin Leite
Foi finalizado o primeiro amistoso na Neo Química Arena teve gosto de Copa do Mundo, já nos preparando pra 2027, e a Seleção Brasileira de Futebol mostrou que o país do futebol é delas também, confirmando a quebra de 10 anos de jejum sem ganhar das americanas em casa – já que a última vitória da Seleção foi na casa adversária, em um amistoso em abril de 2025 – e orgulhando Marta, que mesmo não podendo jogar, esteve presente no estádio.

Foto: Mariana Sá/COB
As estadunidenses marcaram logo aos 2 minutos. Sophia Wilson se aproveitou de uma das jogadoras brasileiras derrubadas e construiu individualmente o golaço ao chegar na área e bater de rasteira. Lelê, a goleira do Brasil, demorou pra reagir e assistiu à bola.
O Empate
Entretanto, o Brasil não se diminuiu diante do gol, e Bia Zaneratto se aproximou do gol de forma perigosa logo aos 6 minutos de partida, mas acabou escorrendo dentro da área. Dudinha, que tentou se aproveitar do cruzamento atrapalhado, bateu muito pro alto. A finalização, mesmo que não tenha ido pro alvo, mostrava a determinação brasileira em movimentar o placar.
E com tal determinação, o empate não demorou a vir. Aos 11 minutos do primeiro tempo, Kerolin, a primeira brasileira a ser campeã da Super Liga Feminina da Inglaterra, cobrou um lateral, recebeu de volta logo em seguida e fez cruzamento sensacional pra Tainá Maranhão, que foi deixada sozinha na área e cabeceou na medida pra passar da goleira e correr pros braços das companheiras de Seleção e do público.

Foto: Mariana Sá/COB
Com pressão muito física por parte das brasileiras, a virada levou só 3 minutos.
Bia Zaneratto engoliu Yohannes na corrida pelo centro do campo, chegando à área sem dificuldade. Em seguida, tocou pra Dudinha, que atraiu três marcadoras pra cima dela e deixou o caminho livre pra própria Bia. Pra tirar a bola da confusão, Dudinha entregou para a Imperatriz marcar com um toque e deixar a goleira e a marcação só assistindo.

Foto: Mariana Sá/COB
Segundo tempo
O restante do jogo foi sem gols, mas não deixou a desejar em intensidade. As brasileiras ocupavam o jogo com habilidade e quase marcaram mais duas vezes com Dudinhas e Bia Zaneratto, além de cortar constantemente as tentativas americanas.
As melhores chances de empate dos Estados Unidos foram aos 11 minutos do segundo tempo, com Claire Hutton num chutão de fora da área que Lelê defendeu prontamente. A bola ainda bate na trave, mas sai como escanteio. E pouco depois, aos 12, com uma pequena confusão na área do Brasil que Isa Haas afastou, as americanas até tentaram pedir um pênalti por bola na mão, mas a juíza, que parecia estar evitando até dar faltas, mandou seguir o jogo.
A demora que se seguiu nas reposições de bola do Brasil nada tinha a ver com cera, mas sim porque a goleira Lelê já estava sentindo dores depois dos encontrões que tomou ao longo do jogo, mas optava por soltar a bola e deixar as companheiras seguirem adiante. Entretanto, aos 38 minutos do segundo tempo, Lelê não teve mais condições de continuar em jogo e deixou o campo pra entrada de Lorena – que acabou não sendo muito acionada na reta final, já que as brasileiras voltaram com tudo pra área das americanas, tentando o terceiro gol com Ludmilla e Gio Garbelini.
Mesmo assim, o placar se manteve no 2×1 e o jogo foi encerrado aos 45+8’, encerrando também o jejum de doze anos do Brasil Feminino sem vencer os Estados Unidos jogando em casa.
Próximo compromisso
Na próxima terça, dia 09 de junho, haverá mais um amistoso entre Brasil e EUA, agora em terras cearenses, na Arena Castelão, em Fortaleza, onde as brasileiras já chegam confiantes com os resultados positivos e a vantagem física, e com sorte, também a presença ilustre da Rainha em campo.


