Detentor de diversos marcos importantes no que diz respeito à história do continente africano em Copas do Mundo, o Marrocos se apresenta como um desafio no primeiro jogo da Seleção Brasileira.
Pioneiros Africanos
Primeira seleção africana a marcar ponto em mundial na Copa de 1970. Primeira seleção africana a se classificar para as oitavas de final em 1986. E, mais recentemente, a primeira seleção africana a alcançar as semifinais do maior torneio de futebol em 2022, o que os transformou num símbolo continental.
Entretanto, junto do simbolismo, o Marrocos carrega ainda um enorme peso na Copa do Mundo de 2026. O peso de não ser mais uma surpresa, e sim se consolidar como uma potência do futebol mundial.
No primeiro passo de sua consolidação, entretanto, encaram a maior vencedora da competição, a Seleção Brasileira.
A única outra vez que as duas seleções se encontraram foi durante a Copa de 1998, na França. Na ocasião, também na fase de grupos, o Brasil ganhou com o placar de 3×0, com gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto.

Expectativas Marroquinas
Quando perguntado sobre sua expectativa de vencer o Brasil, o goleiro Yassine Bounou, responsável pela grande campanha de 2022 e figura de líder na seleção, afirmou que, apesar da ambição, prefere manter os pés no chão. “É preciso dizer a verdade: há equipes que são mais favoritas do que nós. No entanto, nós estamos nessa trajetória de evolução desde 2022. Então, vamos tentar continuar um pouco nesse caminho. Mas não sabemos até onde podemos chegar.”
A expectativa é realmente que sigam o mesmo esquema que tanto funcionou na última Copa, mesmo que com um novo técnico. Mohamed Ouahbi assumiu o lugar de Walid Regragui em março desse ano, mas manteve o plano tático.
Dessa forma, o que podemos esperar dos primeiros adversários do Brasil é uma defesa sólida, que conta com nomes como Achraf Hakimi, referência no PSG, e Marwane Saadane, do Al Fateh, que entrou no lugar de Nayef Aguerd, cortado após o último amistoso por lesão. É um gol trancado a sete chaves por Bounou, responsável pela eliminação da Espanha em 22.
Além disso, os Leões do Atlas ainda contam com um ataque rápido baseado em aproveitamento de oportunidades, contando com Brahim Díaz, do Real Madrid. O atacante espanhol-marroquino escolheu defender o país africano, mesmo depois de já ter disputado algumas partidas com a camisa da Espanha.
Mesmo chegando “tarde” em relação à campanha de 2022, Díaz já se tornou ídolo nacional e relata ter boas expectativas ao encontrar o colega e ex-técnico de clube, Vini Jr. e Carlo Ancelotti, na primeira rodada do Mundial.
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