A Tchéquia enfrenta a Coreia do Sul, nesta noite de quinta-feira (11/6), às 23h, em um duelo que marca o seu retorno a uma Copa do Mundo após 20 anos fora do torneio. A última vez que a seleção europeia disputou o Mundial foi em 2006, na Alemanha, quando ainda entrava em campo sob o nome de “República Tcheca”.
Naquela ocasião, a equipe chegou com enormes expectativas, impulsionada por uma verdadeira “geração de ouro”. Nomes consagrados mundialmente, como Pavel Nedvěd, Petr Čech, Tomáš Rosický e o gigante centroavante Jan Koller, formavam um elenco talentoso que havia alcançado as semifinais da Eurocopa dois anos antes e ocupava o topo do ranking da Fifa, o que os colocava como fortes candidatos a ir longe na competição.
A campanha em território alemão, no entanto, foi do delírio à decepção em questão de dias. A estreia pelo Grupo E da Copa de 2006 pareceu confirmar o favoritismo inicial: uma vitória maiúscula e imponente por 3 a 0 sobre os Estados Unidos, com direito a um show de Rosický. Porém, a perda de Koller por lesão logo nesse primeiro jogo desestabilizou o esquema tático da equipe. Nos confrontos seguintes, os tchecos sofreram com desfalques, expulsões e uma queda drástica de rendimento, amargando duas derrotas consecutivas por 2 a 0, primeiro para a surpreendente seleção de Gana e, na rodada final, para a Itália, que viria a ser a campeã daquele ano. O resultado foi uma frustrante eliminação ainda na fase de grupos.
Agora, em 2026, a nação retorna ao maior palco do futebol ostentando não apenas um novo elenco, mas também a adoção de sua identidade oficial mais curta perante a Fifa: Tchéquia. Esta é apenas a segunda participação da equipe no torneio como uma nação independente (desde a dissolução da Tchecoslováquia, em 1993). O desafio dessa nova geração é superar o fantasma da eliminação precoce de duas décadas atrás e construir uma trajetória mais longa, apagando o gosto amargo deixado por aquele esquadrão lendário de 2006.


