O duelo entre México e África do Sul marca a primeira partida do torneio em sua nova composição de 48 seleções. O Estádio Azteca recebe o início da festa, que passará pelos três países da América do Norte.
Cerimônia de abertura será na tarde desta quinta-feira e contará com uma reedição do primeiro duelo da Copa de 2010:
Após muita espera e ansiedade, a hora finalmente chegou. O pontapé inicial da Copa do Mundo FIFA 2026 será dado na partida entre México e África do Sul. O jogo ocorrerá às 16h desta quinta (11). O lendário Estádio Azteca, na Cidade do México, será o palco do confronto. Um repeteco do duelo de abertura da Copa do Mundo FIFA 2010 será assistido pelo público. Naquela edição, os sul-africanos foram os anfitriões. Recém-reformada, a casa do Club América e da Seleção Mexicana já foi palco de duas finalíssimas (1970 e 1986). A capacidade para quase 90 mil pessoas foi alcançada após as obras de modernização.
Ainda no dia 11, a segunda partida do Grupo A será disputada entre Coreia do Sul e República Tcheca. O início do jogo está agendado para as 23h. O confronto também será abrigado em solo mexicano, no Estádio Akron, casa do Chivas de Guadalajara em Zapopan, Jalisco.
Última Copa e novo formato:
O Catar sediou o último mundial, que se tornou o primeiro e único torneio no Oriente Médio. O país recebeu todas as partidas daquela competição. Aquela edição encerrou o ciclo de torneios disputados por 32 seleções. O novo formato com 48 países entra em vigência já neste ano.
Kylian Mbappé liderou a artilharia da última Copa e pode fazer ainda mais história nesta edição. O superastro francês faturou o título em 2018 e o vice em 2022. Ele chega ao atual torneio após anotar oito gols no Catar. Mbappé totaliza 12 bolas na rede em suas duas participações. Ele desponta como um fortíssimo candidato a quebrar o recorde histórico de 16 gols de Miroslav Klose. O francês pode se tornar o maior artilheiro da história das Copas.
A arquirrival Argentina venceu o torneio após derrotar os franceses nos pênaltis em uma final épica. O lendário Lionel Messi jogou como o grande craque da competição e finalmente alcançou a glória máxima pelo futebol de seleções. Os também argentinos Emiliano Martínez e Enzo Fernández ganharam os prêmios de melhor goleiro e revelação, respectivamente.
A surpreendente campanha de Marrocos virou a grande atração do torneio. Os marroquinos conquistaram a primeira vaga de uma seleção africana nas semifinais de um Mundial. A trajetória acumulou vitórias gigantes, como o triunfo contra a Bélgica na fase de grupos e os sucessos contra Espanha e Portugal no mata-mata.
Seleções destaque em seus continentes:
A Europa vivencia o fortalecimento e a reformulação de várias equipes. Espanha e Portugal se consolidaram como os principais representantes do Velho Continente. Os espanhóis venceram a Eurocopa ao baterem a Inglaterra em 2024, enquanto os portugueses superaram a própria Espanha na Liga das Nações em 2025. França, Inglaterra e Alemanha também aparecem com gerações talentosas, cheias de craques e amparadas por muita tradição.
Na América do Sul, a hegemonia argentina foi mantida após a Copa. A liderança isolada nas eliminatórias e o título da Copa América em 2024 foram assegurados pela equipe. Esse sucesso foi alcançado através da manutenção de boa parte do grupo campeão quatro anos atrás. Além dela, excelentes campanhas e ciclos preparatórios foram feitos por Equador e Colômbia. O retorno ao mundial após 16 anos foi celebrado pelo Paraguai de Gustavo Alfaro. A última participação dos paraguaios havia sido registrada quando as quartas de final foram alcançadas na África do Sul. Já os ciclos de Brasil e Uruguai são marcados por baixa e oscilações nos últimos anos.
Na América do Sul, a Argentina manteve a sua hegemonia após a Copa. Os argentinos asseguraram a liderança isolada nas eliminatórias e o título da Copa América em 2024. A comissão técnica alcançou esse sucesso através da manutenção de boa parte do grupo campeão. Além dela, Equador e Colômbia fizeram excelentes campanhas e ciclos preparatórios. O Paraguai de Gustavo Alfaro também celebrou o retorno ao mundial após 16 anos. A última participação dos paraguaios ocorreu quando eles alcançaram as quartas de final na África do Sul. Em contrapartida, Brasil e Uruguay enfrentam baixa e oscilações nos últimos anos.
As gerações de Japão e Coreia do Sul dominam a Ásia e o Oriente Médio. As novidades ficam por conta de Jordânia e Uzbequistão, duas estreantes na competição. Devido a tensões geopolíticas com Israel e os EUA, a seleção iraniana quase anunciou a sua retirada. Porém, os iranianos permanecem na disputa e formam uma grande força ao lado da Arábia Saudita.
No restante da América, os holofotes miram Estados Unidos, Canadá e México, que sediam o torneio. A estreante caribenha Curaçao também integra o grupo após carimbar a classificação direta na CONCACAF. A Nova Zelândia representará a Oceania. A Nova Caledônia quase tomou a vaga na repescagem.
A seleção brasileira:
O Brasil acumulou uma quinta colocação nas eliminatórias e quedas precoces no último mundial e na Copa América. Por isso, a torcida encara a Copa de 26 com certa desconfiança. Após muita especulação, o craque Neymar se integrou ao grupo de Carlo Ancelotti. O técnico busca recolocar a amarelinha no protagonismo. O Brasil perdeu esse espaço logo após a semifinal de 2014, no trágico jogo contra a Alemanha no Mineirão. Após o pentacampeonato em 2002, a seleção caiu nas quartas de final em quatro de suas últimas cinco participações. A equipe registrou sua melhor campanha recente justamente em 2014, com o quarto lugar sob o comando de Felipão.
Neymar trata uma lesão de grau 2 na panturrilha e desfalcará a estreia. Além dele, nomes como Endrick, Raphinha e Vinicius Jr. buscam espaço para se firmarem como os grandes craques. O zagueiro Marquinhos capitaneia a equipe como a principal referência. No gol, Alisson figura como o titular, seguido por Éderson e Weverton. A comissão técnica fez uma manutenção inesperada dos três goleiros do Catar. No último domingo, o volante Éderson (do Atalanta) entrou no grupo após o corte do lateral Wesley por lesão.
Nos dois amistosos preparatórios, o Brasil goleou o Panamá por 6 a 2 no Maracanã e superou o Egito por 2 a 1 nos EUA.
Final e cobertura do Corneteiros:
A final está planejada para as 16h do dia 19 de julho. O MetLife Stadium, em East Rutherford, abrigará o evento. O espetáculo receberá mais de 80 mil pessoas e inovará com um show no intervalo da partida.
O Corneteiros produziu previamente uma série de conteúdos sobre cada seleção através do projeto Tá na Copa. Você pode conferir os textos no Substack, como os links de Equador e Colômbia. Nosso site e nossas redes sociais também oferecem produções audiovisuais diversas para você acompanhar todo o percurso até a grande final.


