Quando a Bélgica completou a virada por 3 a 2 sobre o Japão nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, poucos imaginavam que aquela seria a última derrota dos Samurais Azuis para uma seleção europeia por muitos anos. Oito anos depois, a equipe comandada por Hajime Moriyasu chega à Copa do Mundo de 2026 ostentando uma impressionante sequência de nove partidas sem perder para adversários do Velho Continente.
A série começou em 2021, com vitória por 1 a 0 sobre a Sérvia, e ganhou força durante a Copa do Mundo do Catar. Na competição, os japoneses protagonizaram duas das maiores surpresas do torneio ao vencer Alemanha e Espanha, ambas por 2 a 1 e de virada. Nas oitavas de final, empataram em 1 a 1 com a Croácia e foram eliminados apenas nos pênaltis. Como o resultado oficial é considerado empate, a invencibilidade foi mantida.
Após o Mundial, o Japão continuou acumulando resultados expressivos. Em setembro de 2023, goleou a Alemanha por 4 a 1 em Wolfsburg, resultado que culminou na demissão do técnico Hansi Flick, e dias depois venceu a Turquia por 4 a 2. Mais recentemente, ampliou a sequência com triunfos sobre Escócia, Inglaterra e Islândia, reforçando a reputação de “terror das seleções europeias”.
O retrospecto recente ajuda a explicar por que muitos analistas apontam os japoneses como uma das possíveis surpresas da Copa de 2026. A equipe foi a primeira seleção, fora os anfitriões, a garantir vaga no Mundial e passou pelas Eliminatórias Asiáticas praticamente sem sustos, acumulando números dominantes.
Primeiro desafio: Holanda
A estreia japonesa na Copa acontece justamente contra um dos adversários mais tradicionais da Europa. Os Países Baixos chegam ao torneio como favoritos do Grupo F, mas encontram um Japão acostumado a desafiar prognósticos e derrubar gigantes.
O confronto coloca frente a frente duas seleções de estilos distintos. Enquanto os neerlandeses apostam na posse de bola e na qualidade técnica de seu elenco, os japoneses têm como principais armas a intensidade sem a bola, a organização tática e a velocidade nos contra-ataques.
Para o Japão, uma vitória significaria não apenas um passo importante rumo à classificação, mas também a manutenção de uma sequência que já atravessa duas Copas do Mundo. Depois de Alemanha, Espanha, Sérvia, Turquia, Escócia e Inglaterra, a Holanda será o próximo teste para uma geração que transformou o país em uma das seleções mais respeitadas do futebol internacional.


