A Copa do Mundo tem seu início nesta quinta-feira (11/6) com o duelo entre México e África do Sul. A grande curiosidade da partida é que, há exatos 16 anos, no mesmo dia 11 de junho, essas duas seleções faziam a abertura do Mundial de 2010.
Como foi o show de abertura?
O show de abertura foi uma vibrante celebração da cultura africana, com mais de 1.500 artistas, danças típicas, o som ensurdecedor das vuvuzelas e cenas icônicas, como um grande besouro cenográfico rolando a bola Jabulani no gramado. Apesar da festa histórica, a cerimônia teve um tom de luto pela ausência de Nelson Mandela. O grande responsável por levar o torneio ao país cancelou sua participação devido ao trágico falecimento de sua bisneta na noite anterior.
O duelo
Aquele foi o primeiro jogo da história das Copas disputado no continente africano. A partida aconteceu no estádio Soccer City, em Joanesburgo, sob muita celebração dos torcedores locais, orgulhosos de sediar o primeiro Mundial no continente. Em campo, o placar terminou em 1 a 1.
O confronto foi marcado por dois tempos bem distintos. Logo no primeiro minuto, Giovani dos Santos quase calou o estádio ao ficar perto de marcar, mas foi parado por um grande bloqueio da defesa sul-africana. O restante da etapa inicial foi de domínio absoluto dos mexicanos, mas a África do Sul conseguiu segurar o ímpeto adversário e levar o 0 a 0 para o intervalo.
Já no segundo tempo, aos nove minutos, saiu o primeiro gol da Copa. E, para deixar a história ainda mais bonita, foi dos donos da casa. Em um rápido contra-ataque armado no meio-campo, Kagisho Dikgacoi enxergou um corredor aberto pela esquerda e deu um passe em profundidade milimétrico. A bola encontrou o meia Siphiwe Tshabalala, que invadiu a área e soltou uma bomba cruzada de perna canhota, acertando o ângulo do experiente goleiro Óscar Pérez.
O tento gerou uma das comemorações mais marcantes e reproduzidas de todos os tempos: os jogadores sul-africanos se alinharam na beira do gramado e fizeram uma dança coreografada para celebrar o primeiro gol da primeira Copa na África.
Após ficar em desvantagem, o México fez alterações ofensivas, incluindo as entradas de Andrés Guardado e do veterano Cuauhtémoc Blanco, e foi para cima. Aos 34 minutos, a insistência funcionou. Após um cruzamento de Guardado para a área, a linha de impedimento sul-africana falhou clamorosamente. A bola sobrou livre para o zagueiro e capitão Rafa Márquez, que dominou com tranquilidade e fuzilou para empatar a partida.
O jogo ainda guardava um último suspiro de emoção: aos 44 minutos da etapa final, o atacante sul-africano Katlego Mphela ganhou na corrida da defesa mexicana, invadiu a área e bateu cruzado na saída do goleiro, mas a bola caprichosamente explodiu na trave direita.


