Brasil Tá na Copa!

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Pela 23ª vez na história o Brasil disputará a Copa do Mundo da FIFA. A Canarinho poderá se sagrar a primeira Hexacampeã mundial.Foto: Divulgação | FIFA

Reconhecida por todo o planeta como a maior de todas as seleções nacionais de futebol, a Seleção brasileira tem uma das histórias mais ricas no maior torneio esportivo do mundo. Entre grandes conquistas, episódios marcantes, eliminações sofridas e vitórias heroicas, nomes lendários na história do esporte como Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Romário e, claro, o Rei Pelé, fizeram do Brasil o País do Futebol.

Em 2026, nos Estados Unidos, Neymar Jr e a Seleção buscam repetir o feito de 1994 e coroar o Brasil como o primeiro e único país a ganhar seis edições da Copa do Mundo da FIFA.

O Esquadrão de Ouro

A Seleção brasileira de 1970 é amplamente admitida como a melhor equipe de todos os tempos. O Esquadrão de Ouro, como o time formado por Pelé, Tostão, Jairzinho, Rivellino e Gérson ficou conhecido, foi responsável por superar a Itália e consagrar o Brasil como o primeiro país tricampeão mundial. Comandados pelo icônico Mario Jorge Lobo Zagallo – o Velho Lobo – a Canarinho (apelido dado por conta da cor amarela do uniforme da Seleção) já estreou na fase de grupos com uma vitória importante, um 4 a 1 sobre a Tchecoslováquia.

Com gols de Rivellino, Pelé e Jairzinho (2), o Brasil virou o jogo contra os europeus e deu o que seria o primeiro passo rumo à história. Na segunda rodada, no confronto contra a então campeã mundial – a Inglaterra – o Brasil saiu vencedor por um placar de 1 a 0, com gol de Jairzinho. Neste jogo aconteceram dois dos momentos mais emblemáticos do esporte, o encontro entre Pelé e Bobby Moore – dois dos melhores jogadores de sua geração – e a Defesa do Século, executada pelo goleiro Gordon Banks em uma cabeçada do Rei Pelé.

A vitória sobre os ingleses colocou em destaque Jairzinho, que acabou a edição como um dos melhores jogadores do torneio e artilheiro da seleção brasileira. O Furacão da Copa, como Jairzinho foi apelidado, celebrou um recorde inigualável; o atacante brasileiro é o único jogador a marcar gols em todos os jogos de uma mesma edição de Copa do Mundo.

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Pelé (direita) e Bobby Moore (esquerda) após o apito final. Foto: Divulgação | CBF

Pela última rodada da fase de grupos, uma atuação magistral de Pelé (2 gols) e mais uma vez Jairzinho marcando garantiram a vitória da Seleção sobre a Romênia, por 3 a 2. É de se esperar que uma equipe que beirou a perfeição seja mais do que apenas dois jogadores em momentos inspirados, e o Esquadrão de Ouro provou isso durante o mata-mata da Copa de 70. Nas quartas de finais, contra o Peru, foi a vez de Roberto Rivellino – ídolo corinthiano – e Tostão – ídolo cruzeirense – subirem aos holofotes. O paulista abriu o placar e distribuiu duas assistências, já o mineiro, marcou duas vezes e deu a assistência para o gol de Rivellino, aos 11 minutos de jogo. Jairzinho, como de costume, marcou aos 30′ da segunda etapa, fechando o placar em Brasil 4 x 2 Peru.

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Seleção brasileira de 1970. Foto: Divulgação | CBF

Nas semifinais o Esquadrão de Ouro enfrentou mais uma vez uma seleção sul-americana. Bicampeão do mundo, o Uruguai foi completamente dominado em uma das melhores exibições da Seleção no torneio. O volante Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino marcaram os três gols da vitória brasileira. Outros nomes como Pelé (1 assistência), Tostão (2 assistências) e o goleiro fluminense Félix também foram fundamentais na vitória por 3 a 1.

Finalmente era chegado o dia da decisão. Às 12:00 do horário local no dia 21 de junho de 1970 o Estádio Azteca recebia aquela que é até hoje considerada uma das – para muitos a – maior partida de futebol de todos os tempos. O Brasil, de Pelé, Tostão, Jairzinho, Rivellino e companhia enfrentaria a Itália de Mazzola, Riva, Facchetti e Albertosi, no jogo que definiria qual país será o primeiro tricampeão da Copa do Mundo – ficando de uma vez por todas com a antiga Taça Jules Rimet.

O primeiro gol brasileiro na vitória por 4 a 1 contra os italianos veio de um cabeceio do Rei Pelé. Tostão executou uma cobrança de lateral para Rivellino, que lançou a bola a área para o Rei superar o defensor italiano e abrir o placar. Na comemoração, uma das fotos mais icônicas da carreira do Rei e do futebol como um todo.

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Pelé e Jairzinho comemoram um gol da Seleção. Foto: Divulgação | FIFA

A seleção italiana marcou seu gol ainda no primeiro tempo, levando o jogo empatado para o intervalo, mas, na segunda etapa, o Brasil com show de seu “Jogo Bonito” marcou os três gols que fecharam o placar. Gerson, o “Canhotinha de Ouro”, Jairzinho, o “Furacão da Copa” e Carlos Alberto Torres, o “Capita” – em um dos gols coletivos mais bonitos da história do futebol – foram os artilheiros da goleada brasileira.

A Copa do Mundo e a Seleção de 1970 se tornaram um marco na história do esporte mundial. A primeira a ser transmitida em cores, esta edição do maior evento esportivo do mundo foi crucial para a popularização do futebol ao redor do globo; bem como a Seleção e seu estilo de jogo. Durante o torneio, as multidões mexicanas adotaram o Brasil como sua seleção e, daí em diante, o Brasil seria popularizado pelo mundo como o País do Futebol, sendo referência no esporte em todas as nações.

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Pelé e Rivellino comemorando a conquista da Copa do Mundo de 1970. Foto: Divulgação | FIFA

É tetra! É tetra! É tetra!

24 anos após o tricampeonato mundial no México, em 1994 o Brasil vivia seu maior jejum sem ganhar Copas do Mundo. Porém, seria naquele ano que, nos Estados Unidos, a Seleção conquistaria mais uma vez a Copa do Mundo e tornaria o Brasil o primeiro país tetracampeão mundial.

Comandada pelo técnico Carlos Alberto Parreira, a Seleção iniciou o torneio terminando na primeira posição do grupo B. O Brasil derrotou a Rússia por 2 a 0 no jogo de estreia; na segunda rodada, um sonoro 3 a 0 sobre a seleção de Camarões. Por fim, na última rodada da fase de grupos, a Seleção ficou no 1 a 1 contra a Suécia – que viria a ser sua adversária nas semifinais.

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Seleção brasileira nos Estados Unidos em 1994. Foto: Divulgação | CBF

Falar do Brasil na Copa do Mundo de 1994 sem citar a dupla Bebeto e Romário seria impossível. Ao lado de Pelé e Garrincha, Ronaldo e Rivaldo entre outras duplas marcantes do futebol brasileiro, Bebeto e o baixinho Romário foram fundamentais para o sucesso da Seleção. Ao todo, a dupla foi responsável por quatro dos cinco gols brasileiros no mata-mata; o mais memorável deles é o de Bebeto, contra a Holanda, eternizado pela comemoração “embala neném”.

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Mazinho, Bebeto e Romário fazendo a comemoração “Embala neném”. Foto: Divulgação | FIFA

Após bater os Estados Unidos nas oitavas por 1 a 0, a Holanda nas quartas por 3 a 2 e vencer a Suécia por 1 a 0 nas semifinais. O Brasil teria pela frente uma velha conhecida em finais de Copa do Mundo: a Itália. Realizado em Pasadena, na Califórnia, o jogo terminou em 0 a 0; algo inédito em decisões de Copa do Mundo.

A vitória brasileira veio nos pênaltis, quando após Taffarel defender a cobrança de Daniele Massaro e Dunga converter o terceiro gol do Brasil, o craque italiano Roberto Baggio isolou a última penalidade. Desde então, a imagem de Baggio cabisbaixo com as mãos na cintura após desperdiçar o pênalti decisivo se tornou uma das mais icônicas de todo o esporte.

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Taffarel e Baggio após o último pênalti na final da Copa do Mundo de 1994. Foto: Reprodução | Globo Esporte

O tetracampeonato em 1994 marcou na história alguns dos nomes mais importantes do futebol brasileiro, tanto dentro quanto fora de campo. Taffarel, Dunga, Zinho, Romário e Bebeto foram elevados ao status de ídolos da Seleção, enquanto Ronaldo Fenômeno e Cafu, ainda jovens, tinham suas primeiras experiências com a camisa amarela canário. Fora dos gramados, outro momento imortalizado foi a lendária narração “É tetra! É tetra! É tetra!” imortalizada por Galvão Bueno ao lado de Pelé.

Era Ancelotti

Após a dura eliminação para a Croácia, nos pênaltis, na Copa do Mundo da FIFA de 2022, a Seleção viveu um dos momentos mais conturbados de sua história. Com a saída de Tite, outros três treinadores – Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior – não obtiveram sucesso no comando da Canarinho; até que em maio de 2025, a CBF – Confederação Brasileira de Futebol anunciou a contratação do técnico italiano Carlo Ancelotti.

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Carlo Ancelotti em coletiva da CBF. Foto: Rafael Ribeiro | CBF

Primeiro técnico estrangeiro da história da Seleção, Ancelotti contará com nomes como Vinícius Jr, Raphinha, Casemiro, Alisson e Neymar para conquistar enfim a sexta estrela. Endrick, Rayan, Igor Thiago, Luiz Henrique e Danilo Santos são também nomes que agradam a maior parte da torcida do Brasil, que enxerga nos jovens talentos o futuro da Seleção.

Porém, o ciclo com o italiano também não foi o mais tranquilo. Com desempenhos abaixo do esperado de alguns jogadores, dúvidas em convocações e lesões de nomes importantes, o Brasil viveu um período de muita incerteza quanto a capacidade técnica e física dos jogadores selecionáveis. O caso mais memorável é o de Neymar Jr, que, apesar de ser amplamente considerado o melhor e maior jogador brasileiro da atualidade, não era convocado pela seleção brasileira desde 2023. Devido a dúvida se Neymar iria ou não para a Copa do Mundo, sua convocação foi muito comemorada pelo povo brasileiro, que vê na estrela santista a esperança de, finalmente, conquistar o Hexa.

No Grupo C da Copa do Mundo FIFA de 2026 o Brasil enfrentará Marrocos, Haiti e Escócia. Veja a seguir, o calendário de jogos da Seleção:

  • 13/06/2026; Brasil x Marrocos | MetLife Stadium – Nova York [19:00 BRT].
  • 19/06/2026; Brasil x Haiti | Lincoln Financial Field – Filadélfia [19:00 BRT].
  • 24/06/2026; Escócia x Brasil | Hard Rock Stadium – Miami [19:00 BRT].

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