Donald Trump, presidente dos Estados Unidos também se manifestou sobre sua participação na reversão da punição de Folarin Balogun, atacante da seleção dos Estados Unidos.
Em uma das situações mais escandalosas dos últimos tempos no esporte, a FIFA, entidade máxima do futebol, divulgou a suspensão da punição aplicada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus ao atacante. A decisão foi tomada pelo Comitê Disciplinar da FIFA, que utilizou do artigo 27 do Código Disciplinar para reaver a suspensão de Balogun.
Em aplicação do Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, a execução da suspensão automática de uma partida do jogador dos EUA Folarin Balogun fica suspensa por um período probatório de um (1) ano. (Comitê Disciplinar da FIFA).

Sem mais explicações, a decisão gerou revolta nos grandes centros do futebol ao redor do mundo. A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) se pronunciou sobre a decisão e a falta de transparência por parte da FIFA.
A FIFA fundamenta sua decisão no Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA. Essa disposição estabelece que o Comitê Disciplinar da FIFA pode decidir suspender a aplicação de uma sanção disciplinar previamente imposta.
No entanto, o Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da FIFA afirma claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a partida seguinte da equipe, como ocorreu em todos os cartões vermelhos aplicados anteriormente durante esta Copa do Mundo da FIFA.
A RBFA declarou que tentaram entrar em contato com a FIFA para entender os motivos da elegibilidade de Folarin Balogun para a partida entre Estados Unidos e Bélgica, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. No entanto, declararam que não encontraram as respostas devidas pela FIFA.
Depois de tomar conhecimento, por meio da imprensa, da decisão da FIFA de suspender a punição automática do jogador Balogun, a RBFA enviou uma carta à FIFA solicitando uma cópia da decisão, uma explicação sobre o procedimento adotado e expondo sua posição em relação aos regulamentos aplicáveis.
Como única resposta, a FIFA enviou uma carta à RBFA afirmando que considerava essa correspondência como um recurso formal, que um juiz já havia sido designado para analisá-lo e que a RBFA teria apenas algumas horas para completar esse recurso. Nenhuma informação adicional foi fornecida pela FIFA.
Para que um recurso seja admissível, os próprios regulamentos da FIFA estabelecem que a decisão fundamentada deve primeiro ser comunicada à parte recorrente. Enquanto a RBFA apenas buscava explicações legítimas, a própria FIFA transformou isso em um recurso e imediatamente garantiu que ele fosse declarado inadmissível.
Tudo isso ocorreu enquanto a FIFA simultaneamente se recusava a responder às solicitações legítimas da RBFA.
Além disso, durante a reunião de coordenação da partida, a FIFA removeu deliberadamente da apresentação a seção referente à suspensão automática de jogadores. Esse tema havia feito parte de todas as reuniões anteriores antes das quatro partidas passadas. A RBFA questionou a FIFA, tanto verbalmente quanto por escrito, sobre os motivos dessa mudança, mas mais uma vez não recebeu qualquer resposta.
Para deixar claro: até este momento, a RBFA ainda não recebeu nenhuma decisão ou explicação da FIFA sobre esse assunto. Portanto, não lhe resta alternativa senão contestar a elegibilidade do jogador para a próxima partida.
Independentemente do resultado esportivo deste jogo, a RBFA demonstra profunda preocupação com o desenrolar dos acontecimentos e continuará lutando nas próximas horas, dias e meses em defesa dos princípios fundamentais de ética, da competição justa e dos interesses do futebol como um todo.


