Espanha confirma favoritismo, vence o Uruguai e avança como líder do Grupo H na Copa

Espanha

Na noite desta sexta-feira (26/6), o aguardado duelo do Grupo H da Copa terminou com uma vitória fundamental da Espanha sobre o Uruguai por 1 a 0. A primeira etapa foi marcada por um jogo muito truncado: a Fúria ditava o ritmo com sua tradicional troca de passes no campo de ataque, enquanto a Celeste fazia de sua defesa uma verdadeira fortaleza.

No retorno da pausa para hidratação, o Uruguai ensaiou uma melhora e se lançou ao ataque, mas pecou na hora de concluir as jogadas. Do outro lado, a equipe espanhola sofria com a falta de inspiração para furar o forte bloqueio uruguaio. O zero só saiu do placar graças a um lance fortuito. Após um bate-rebate na área, a bola sobrou mastigada para Alex Baena. O chute saiu fraco, mas o experiente goleiro Muslera protagonizou uma falha assustadora e espalmou a bola para o fundo das próprias redes.

A vantagem de 1 a 0 antes do intervalo não apenas isolou a Espanha na liderança, como a deixou com um pé nos 16-avos de final. O cenário do grupo ganhava ainda mais contornos dramáticos com o que acontecia no outro gramado: o empate simultâneo entre Arábia Saudita e Cabo Verde ia garantindo à seleção africana a segunda colocação e um provável e tenso encontro com a Argentina na próxima fase. O Uruguai, por sua vez, despencava para o terceiro lugar na tabela.

E o segundo tempo?

Na volta dos vestiários, o técnico Marcelo Bielsa tomou uma decisão drástica: sacou Muslera, abatido pela falha, para a entrada do goleiro do Internacional, Sergio Rochet. Sentido, o agora ex-titular sequer voltou ao banco de reservas; preferiu permanecer no vestiário para se recompor psicologicamente do baque sofrido na etapa inicial.

Com a bola rolando novamente, o clima esquentou de vez. O jogo virou uma panela de pressão, muito mais brigado do que disputado, com as duas equipes empilhando faltas e deixando o futebol de lado. O nervosismo uruguaio cobrou seu preço aos 9 minutos da etapa final, quando Federico Valverde, capitão e principal craque da equipe, deixou o campo após uma atuação lastimável. Em seu lugar entrou Federico Viñas, incumbido da ingrata missão de reorganizar um meio-campo que carecia de qualquer lampejo tático.

Sem inspiração, a Celeste até esboçava uma pressão, mas esbarrava na própria falta de criatividade para gerar perigo real. A Espanha, por sua vez, exibia uma solidez defensiva primorosa. Resguardada, a Fúria apostava nos botes rápidos. E, quando o contra-ataque saía, levava pânico à zaga uruguaia, que precisava se desdobrar quase que exclusivamente com seus dois zagueiros para conter as investidas espanholas e evitar que o prejuízo no placar fosse ainda maior.

Mesmo após a pausa para hidratação no segundo tempo, com direito a uma dura bronca de Marcelo Bielsa em sua equipe, o panorama não mudou. O confronto seguiu sem criatividade e marcado por erros ofensivos de ambos os lados. O retrato do nervosismo celeste veio nos acréscimos: Canobbio chegou de forma dura em um adversário espanhol e acabou expulso. Completamente descontrolado, o jogador não aceitou o cartão vermelho e precisou ser retirado de campo, sendo levado diretamente ao vestiário uruguaio antes do apito final.

Com o resultado, a Espanha assegurou a classificação como líder do Grupo H e, agora, aguarda a definição do Grupo J, de onde sairá seu adversário nos 16-avos de final. O Uruguai, que terminou na terceira posição da chave, não conseguiu pontuação suficiente para avançar como um dos melhores terceiros colocados e deu adeus ao torneio ainda na fase de grupos. Já Cabo Verde, que confirmou o empate com a Arábia Saudita no outro duelo da noite, garantiu o segundo lugar e será o adversário da Argentina no mata-mata da Copa.

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